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Com os ventos fracos, oscilando entre 5 e 6 nós (9,2 km/h a 11,1 km/h), Robert Scheidt e o proeiro Bruno Prada não tiveram bom desempenho na terceira regata do Campeonato Mundial de Star 2010, nesta segunda-feira, no Rio. A prova foi disputada em mar aberto, com percurso de 10,5 milhas náuticas (cerca de 19,4 km), em raia montada perto da Ilha Rasa. Scheidt e Prada, que preferem velejar com ventos mais fortes, de pelo menos 10 nós (cerca de 18,5 km/h), concluíram a regata de hoje apenas na 50ª colocação, caindo da 7ª para a 23ª posição na classificação geral. A correnteza, que arrastava os barcos para a linha de partida, também atrapalhou - só na quinta tentativa a largada foi considerada válida e quatro duplas foram desclassificadas por largar escapadas - João Marcos de Almeida/Alessandro Assis (BRA), Silvio Santoni/Fábio Toccoli (ITA), Francisco Siemsen/Manfredo Floricke (BRA) e Alexander Schlonski/Frithjof Kleen (ALE). Largamos muito mal, no lado direito da raia. Depois, tivemos de ir mais para a direita e ficamos bem para trás. Tivemos chance de nos recuperar, mas não fizemos escolhas corretas, reconheceu Scheidt, patrocinado pelo Banco do Brasil, Prada e Rolex. Precisamos arriscar mais nas largadas e ser mais agressivos. Ainda temos três regatas no Mundial, mas temos de fazer regatas boas. Scheidt ainda lamentou a mudança na condição dos ventos. Na semana passada, treinamos aqui com ventos médios, como gostamos de velejar. Infelizmente, isso mudou na semana do Mundial. De qualquer forma, porém, temos de melhorar. O vencedor da terceira regata foi o barco francês do bicampeão mundial Xavier Rohart (em dupla com Pierre Ponsot), que dominou a prova desde a largada. Com o segundo lugar, os ingleses Iain Percy e Andrew Simpson, assumiram a liderança do Mundial. Os brasileiros Renato Cunha e Marcos Mascarenhas perderam a segunda posição na última perna e terminaram em terceiro lugar na regata. O Mundial de Star, com sede no Iate Clube do Rio de Janeiro, prossegue até esta quinta-feira, com mais três regatas. Os dias 22 e 23 estão reservados para a disputa de provas que tenham sido eventualmente canceladas. A quarta prova, novamente em mar aberto, com largada prevista para as 13 horas, será nesta terça-feira. A definição da raia e a montagem das boias vão depender da intensidade e da direção dos ventos e serão decididas pela comissão de regatas pouco antes das provas. O Mundial será considerado válido com um mínimo de quatro regatas. A partir da quinta, haverá o descarte do pior resultado de cada participante. As provas terão de 8 a 10 milhas náuticas (cerca de 14,8 a 18,5 quilômetros), com 2 milhas (3,7 km), no mínimo, em cada perna (distância entre as boias). Se não houver vento suficiente, o limite será a luz natural. Classificação após três regatas: 1- Iain Percy / Andrew Simpson (ING) - 15 pontos perdidos (2 + 11 + 2) 2- Alan Adler / Guilherme de Almeida (BRA) - 22 pontos perdidos (6 + 5 + 11) 3- Melleby / Petter (NOR) - 23 pontos perdidos (9+ 10 + 4) 4- Fredrik Loof/John Tillander (SUE) - 35 pontos perdidos (8 + 9 + 18) 5- Ross MacDonald (EUA) / André Lekszycki (BRA) - 37 pontos perdidos (10 + 13 + 14) 23- Robert Scheid / Bruno Prada (BRA) - 72 pontos perdidos (3 + 10 + 50) |